O que a Igreja de Siena me ensinou sobre Água e Azeite na cartomagia

Água e azeite é um dos números mais clássicos da cartomagia. Normalmente é uma sequência na qual o mágico intercala algumas cartas pretas e vermelhas e depois elas aparecem sempre separadas (normalmente quatro cartas de cada cor, totalizando oito, mas existem inúmeras versões). O número fez um enorme sucesso na mão de René Lavand, mágico …

A arte que devolve o assombro: pra que serve a mágica num mundo desencantado?

Leitor, você já parou para pensar por que você faz mágica? Não em um sentido puramente individual cujas respostas podem girar em torno de “quando eu era criança vi um mágico, fiquei encantado e quis fazer mágica”, mas em um sentido coletivo. Comecei, provavelmente, com a pergunta errada. Leitor, você já parou para pensar no …

Como a mágica é realizada: uma perspectiva semiótica

Dedicado a Cristóbal Jeria¹ Segundo Ricardo Harada, conforme abordei algumas vezes já nesta coluna, mas principalmente no artigo Diálogos sobre a originalidade: uma perspectiva marxista sobre a revelação de mágica no qual eu retomo a teoria haradiana dizendo que a poética – no sentido estrito de poiesis, ou seja, aquilo que compõe a forma do …

Reflexões sobre a mistura entre comédia e mágica

Dedicado a João Biolchi¹ É fato que, para o bem ou para  mal, a comédia está inserida na mágica há muito tempo. Desde livros antigos nos quais contém propostas de roteiros até as performances atuais, é provável que a maioria dos mágicos usem o humor em suas performances, seja de palco, close-up ou qualquer outro …

Por que tem amador fazendo melhor que profissional na mágica?

Desde muito cedo na mágica ouvi uma frase que descobri ser atribuída a Albert Goshman (o das bolas de espuma) “Um mágico amador faz mágicas diferentes para o mesmo público e um mágico profissional é aquele que faz a mesma mágica para públicos diferentes”. Existe uma verdade nessa frase mas ela acaba por ser muito …

Se você nunca escreveu seu número, você nem sabe quais efeitos faz

Um assunto que permeia a literatura crítica da mágica é a roteirização. Mas o curioso é que nestes textos existe uma defesa do roteiro. Isso se dá porque, ainda hoje, há quem defenda – normalmente baseado na própria experiência pessoal – atuar sem um script. Os argumentos costumam ser o fato de que o roteiro …

Quando um mágico morre, a mágica acaba?

É comum para os mágicos, quando alguém da comunidade falece, ter o rito de quebrar uma varinha, por muito tempo o costume era partir ao meio aquela que pertencia ao ilusionista falecido. Mesmo que este costume algumas vezes não se efetue mais na prática, o símbolo persiste, quando se noticia um obituário, entre ilusionistas, o …

Sobre as polêmicas que o Adoro Mágica causou este ano

Quando comecei esta coluna, ela era completamente independente. Quando combinamos que eu participaria, a única coisa que eu não teria controle eram os títulos. O texto era totalmente de minha autoria. Não refletia em nada a opinião do site, tal como a do site não refletia em nada o meu pensamento. Mas não demorou muito …

Qual o papel do cardistry?

Existem diversas coisas, além de mágica, que a comunidade de ilusionistas pratica. Em geral, principalmente entre os prestidigitadores da categoria de close-up – mágica de perto, mágica de aproximação -, existe uma espécie de atração por mini-malabarismos: manobras com canivetes, ioiô entre outros. Mas definitivamente, a maior dessas tendências extra mágica é o cardistry – …