Ontem foi noticiado o falecimento do Mágico Lorax, nome artístico de Paulo Garcia, figura bastante respeitada na cena pernambucana. A notícia que foi comunicada nas redes sociais, imediatamente gerou uma onda de mensagens de carinho e lembranças entre mágicos de diferentes gerações.

Reprodução da Internet
Lorax tinha uma trajetória pouco comum: formou-se em Medicina em 1965 e entrou de vez no universo do ilusionismo a partir do convívio com outro médico e mágico, José Laércio do Egito (Faraó Keops), que lhe ensinava técnicas nos intervalos dos plantões. “Nos momentos mais tranquilos dos plantões, ele me ensinava truques com baralho”, recordou Lorax em uma entrevista para a Revista Continente. Ao longo dos anos, ficou conhecido principalmente pelo mentalismo e por uma linha de mágicas de salão, tornando-se uma referência no estado e no Brasil. O apelido “Lorax”, inclusive, veio do nome de um ansiolítico, escolhido por ele pela sonoridade.

Revista Maginotas
Além do trabalho artístico, ele também ajudou a organizar e circular conhecimento: editou o boletim “Maginotas”, um informativo mensal que rodou nos anos 1970, teve presença ativa em encontros do circuito mágico, incluindo participação em eventos internacionais como o FISM de Paris (1973) e o de Viena (1976).
Para quem conviveu com Lorax, fica uma imensa saudade, para os demais artistas, fica a admiração. Nós, do Adoro Mágica, sentimos muito, desejamos que a família e os amigos encontrem força nesse momento. Quebra-se a varinha, mas segue o legado da história de um mágico que marcou a cena brasileira.

