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O show que todos já amam, especial de uma lenda no Disney+ e a pesquisa que faltava na mágica brasileira | Pega a Visão #37

O Pega a Visão de hoje traz três jeitos bem diferentes de você se conectar com a mágica! No palco, “Experimento do Invisível” volta em São Paulo e usa uma coisa simples (memória) como matéria-prima pra bagunçar o que é real e o que é encenação. Na tela, Rada chega com especial novo, “Tarán”, e a promessa é aquela que deixa a cena coçando a mão: um artista grande, com produção de streaming, botando comédia e ilusionismo pra jogar no mesmo time. E, pra fechar, um movimento que pode ter efeito lá na frente: a pesquisa “Mágicos no Brasil” tentando fazer o que a cena sempre adia, se mapear, se entender, e parar de viver só de impressão. Quer saber onde ir, o que ver e o que responder pra fortalecer a comunidade? Então vem com a gente em mais um Pega a Visão!

Reprodução da Internet

VOCÊ LEMBRA DO SEU PRIMEIRO SHOW DE MÁGICA? ESSE ESPETÁCULO VAI TE LEMBRAR DISSO E MUITO MAIS

Se você curte quando a mágica sai do “truque” e vira linguagem de cena, anota essa: O espetáculo, que já foi mencionado algumas vezes aqui no blog, volta aos palcos, desta vez, no Sesc Ipiranga.“Experimento do Invisível” chega ao teatro da unidade com uma proposta que mistura teatro e ilusionismo: um homem revisita a lembrança do primeiro show de mágica que viu na vida e, conforme a história avança, essa memória vai embaralhando realidade, imaginação e o “quem fez o quê” diante do público.

Na prática, é um espetáculo em que os números (com baralhos, dados, probabilidades e leitura de mente) não aparecem como “apresentação de mágica” solta: eles estão dentro de uma trama, e o público vira parte ativa da experiência, tomando decisões e até manipulando objetos em cena. A concepção, o texto e a performance são de Marcelo Moraes (ator e mágico), com direção de Daniel Warren, um trabalho que puxa o ilusionismo para dentro de uma narrativa e usa o próprio tema do “invisível” (memória, imaginação, tempo) como motor do show.

Nos dias 20 e 21/02 (sexta e sábado), às 20h, e 22/02 (domingo), às 18h, no Teatro do Sesc Ipiranga (R. Bom Pastor, 822). A classificação é livre, e os ingressos variam de R$18 a R$60; a compra costuma ficar disponível online pelos canais do Sesc SP e também na bilheteria da unidade (quando houver).

Reprodução da Internet

POR QUE TODO MUNDO QUER VER O NOVO ESPECIAL DO RADA?

O Rada acabou de soltar um novo especial, “Tarán”, e a vibe é bem “mágica no modo grande”: um show de comédia/variedades que puxa a gente pra um passeio pela vida dele, da infância aos primeiros trabalhos como mágico, com stand-up e música como contraponto.

Agustín “Rada” Aristarán (muita gente conhece como Soy Rada) é um desses artistas híbridos que mistura comédia, atuação e mágica com uma energia bem própria, isso já aparece nos especiais anteriores dele, como: “Agustín Aristarán: Soy Rada” (2018) e “Soy Rada: Serendipia” (2021), ambos com essa pegada de stand-up + ilusionismo.

“Tarán” está no Disney+, dá pra achar pela página do título dentro da plataforma. E, honestamente, esse é o tipo de lançamento que deixa a galera da mágica e da comédia coçando a mão pra ver: porque quando um cara desse nível grava especial com produção de streaming, sempre vem coisa boa pela frente.

Divulgação

SE VOCÊ FAZ MÁGICA, ISSO AQUI É SOBRE VOCÊ (E SOBRE TODO MUNDO JUNTO)

Tá rolando uma iniciativa bem massa pra quem leva a comunidade a sério: a pesquisa “Mágicos no Brasil”. Ela é rápida e tem um objetivo que faz falta por aqui, mapear quem faz mágica no país, como a galera se forma, onde atua e quais são as condições reais de trabalho. Isso ajuda a gente a sair do “achismo” e colocar números e recortes na mesa: perfil da cena, desafios comuns, caminhos de profissionalização, precariedades, diferenças regionais… tudo isso vira base pra conversas mais adultas, pra projetos, eventos, formação e até pra negociar melhor o valor do nosso trabalho. Se você faz mágica, responde e espalha pra outros mágicos: https://bit.ly/magicosbrasil

A pesquisa é organizada pelo Rudi Solon, artista e pesquisador ligado à Cia Fundo Falso, grupo conhecido por investigar o ilusionismo como linguagem cênica (misturando teatro, dramaturgia e efeitos com uma pegada bem autoral). Rudi atua justamente nessa interseção, além do trabalho artístico com a companhia, ele também se dedica a olhar pra estrutura da profissão por dentro, quem está na ativa, como aprende, como circula, como se sustenta, porque sem esse retrato a mágica brasileira fica sempre “invisível” até pra ela mesma.


O Pega a Visão fica por aqui, mas na semana que vem tem mais novidades, estreias e bastidores do mundo do ilusionismo pra você.

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